GLOBO NEWS

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A globalização como aliada do profissional do futuro

A globalização chegou, faz tempo, ao mercado de trabalho. Porém, o que isso significa? Ao longe, significa que o profissional deve ter ou desenvolver algumas competências fundamentais para fazer parte dessa Era do Conhecimento. Aqui, não importa a idade, fator esse que assustou boa parte dos profissionais acima dos 35 anos durante muito tempo. O que importa para poder estar inserido no mercado de trabalho é ser igualmente globalizado, assim como o mundo.

Mas, quais são as características então necessárias? Independentemente da idade, como exposto acima, o profissional deve ter vontade de aprender, ter capacidade de comunicação, ser movido por desafios, ter capacidade de adaptação e de relacionar-se com pessoas do mundo todo levando em conta a sua cultura e deixando-se influenciar por ela também.

Não diferente de tudo o que cerca a nossa vida, em ralação à carreira, também há pontos antagônicos que permeiam o mercado de trabalho e sob a qual a nossa sociedade, de certa forma, funciona. Nesse sentido, há a juventude versus experiência, a estabilidade no emprego versus dinamicidade e permanência versus rotatividade. Todavia, no mercado de trabalho global, há a necessidade de se rever conceitos e fazer planejamentos constantes, independentemente da idade. A máxima de que o mercado quer apenas os jovens não reina tão absoluta mais, ou ainda, de que os jovens é quem têm as boas e mais modernas ideias e soluções.
 
Sem dúvida, a Era do Conhecimento deixou a nova geração em vantagem, pois já desenvolveram-se submersos nas mais variadas formas de tecnologia e possuem uma forma de raciocínio com o qual já está atrelado à expansão dos relacionamentos além fronteiras e têm uma maior afinidade com essa tecnologia. Porém, alguns pontos ainda fazem a diferença como, por exemplo, a mescla do conhecimento com a experiência. Então, se partirmos dessa ideia, os profissionais com mais tempo de empresa, se souberem acompanhar a globalização, podem levar vantagem.

A condição para que isso aconteça está na capacidade do profissional que já tem uma carreira longa saber se movimentar nesse novo ambiente. Um ambiente que exige uma mudança de hábitos, da forma de ver o mundo, de pensar o seu papel na organização, na sociedade e em sua vida particular. De certo, não há lugar para o profissional que executa a mesma função há 10 anos. Aliás, 10 anos é muito tempo e as mudanças ocorrem em espaços temporais muito menores, às vezes, de um ano para o outro.

Portanto, estamos vivendo inseridos em uma mudança que começou há 10 anos, quando a forma de se pensar a vida, o trabalho e as relações sociais sofreram alterações importantes. Nesse meio tempo a tecnologia da computação tomou conta de nossas vidas e hoje não vivemos mais sem ela, o que reflete diretamente na nossa forma de trabalhar e na necessidade de cominá-la também.

Por essa e outras razões, mesmo para os mais jovens, a estabilidade no trabalho e a permanência na mesma função executando-a com os mesmos procedimentos não existe mais. Hoje quem dita a regra é o conhecimento. Aqui, não importa a idade e nem a formação acadêmica, mas, sim, a capacidade da pessoa enxergar as transformações diárias e tirar proveito delas.

Estamos todos afetados pela globalização. Tanto internamente quanto externamente, no lugar onde trabalhamos, há a globalização. O profissional deve ter uma visão global para agir localmente, mas pensar globalmente. Nesse sentido, pontos que devem ser levados em consideração são também a competência e o desempenho do profissional. Para ele executar suas funções com qualidade deve ter um desempenho que esteja ligado a como ele vê o mundo em sua volta (LOBATO, 2009).

Esses pontos influenciam diretamente no desenvolvimento do seu trabalho. O tempo de trabalho é extremamente benéfico e as empresas precisam dessa experiência, mas com profissionais que buscam o desenvolvimento pessoal e profissional constantemente. Existe, então, a necessidade de evoluir permanentemente e, também, de acompanhar o movimento e as transformações do ambiente, bem como desenvolver a capacidade proativa e de participação.

Assim, nada é permanente e exige-se que as pessoas possam perceber que é necessário esse movimento de abertura para o mundo. Como essa antiga estabilidade não existe mais, então as pessoas que faziam parte de uma antiga visão de mundo e de mercado de trabalho precisaram também evoluir. Foi preciso se desapegar da velha cultura paternalista e passar ao passo seguinte de desenvolvimento humano e empresarial. Esse desenvolvimento criou uma nova forma de estar no mercado de trabalho e a necessidade de estar sempre dentro de uma transição que o novo modelo exige.

A mudança de uma cultura de segurança no trabalho para uma que exige determinadas características provocou uma mudança de cenário e de mentalidade dos colaboradores dentro das empresas (SANCHES, s.n.). A partir desse momento foi necessário que as pessoas saíssem da posição passiva para uma posição de colaborador, como sugere a nova forma da empresa se referir ao seu capital humano.

Portanto, a permanência hoje depende do desempenho, da capacidade do profissional de ser ou desenvolver capacidades que são exigidas no mercado de trabalho moderno. Conforme reportagem da edição 145 de julho de 2010 da revista VOCÊ S/A, o mercado hoje é sem fronteiras e exige algumas competências que devem ser desenvolvidas para se ter sucesso.

Entre essas competências citadas na reportagem estão a vontade de aprender, na qual o pessoa está em um processo de aprendizagem contínua e de acordo com as necessidades que aparecem. Há também a competência da capacidade de comunicação, em que é necessário para que se estabeleça as relações profissionais, o que exige ter proficiência em outras línguas. Ainda, há a predisposição da pessoa para conhecer novidades e poder interagir com outras culturas e ambientes. Este fator leva a necessidade de que a pessoa apresente aptidão para desenvolver relacionamentos e vínculos com pessoas de outros países e se deixa receber e influenciar pela cultura deles.

Também, nesse contexto, de freqüentes mudanças, a capacidade de adaptação a situações novas e inusitadas é competência importante nesse mesmo sentido, pois deve estar preparado para para o desconhecido.

Portanto, chegamos em um momento de que é preciso variar, experimentar coisas novas e propor soluções com a visão no futuro. A experiência no trabalho sugere que as pessoas queiram permanentemente descobrir o novo e adaptar-se rapidamente ao que acontece no dia a dia. Não há espaço para o profissional que inicia sua carreira em uma empresa e pretende aposentar-se nela o que para ele e para a empresa isso não é produtivo e não agrega valor a ambos.

Assim, somos um cidadão do mundo e tudo nos afeta e temos que estar preparados para responder a ele e ao que com ele se apresenta. O desenvolvimento de pessoas com a cabeça globalizada é passo fundamental não apenas para conquistas pessoais, mas, também, para o desenvolvimento de um país.

Não há outra alternativa além de que as pessoas possam se tornar profissionais dispostos a conhecer o mundo que os cerca e deixarem-se também ser por ele conhecidos. Ainda que a globalização tenha aberto fronteiras, a motivação individual para aproveitar esse momento deve estar presente nos profissionais da Era do Conhecimento. O conhecimento guardado não tem funcionalidade alguma, porque a mudança de pensamento e da forma que se vê o trabalho deve ser compartilhado para que acrescente valor.

Portanto, ao profissional dos nossos tempos só resta a capacidade de perceber o mundo e estar constantemente atento ao que o mercado sinaliza, mas sem perder a condição de ser um cidadão que precisa das pessoas para poder constantemente evoluir.
 
Referências bibliográficas

LOBATO, David Menezes. Estratégia de Empresas. 9 Ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2009. 208 p. - (Gestão Empresarial (FGV Management)).

REVISTA VOCÊ S/A. EDIÇÃO 145. JULHO DE 2010. EDITORA ABRIL.
SANCHES, Cristina. Quanto vale sua experiência? [S.l.: s.n.].

Motivação e esperança, pressupostos para o sucesso organizacional

Hoje em dia, mesmo com todo o avanço tecnológico, não há como desconsiderar que o ser humano tem questões inerentes presentes na forma como ele lida com a vontade de ter sucesso na carreira e na vida pessoal. A partir das transformações sociais, as organizações também passaram a ver o seu capital humano de maneira diferente. Se antes ele era mais uma máquina dentro do sistema, com o passar do tempo, as pessoas tornaram-se a peça-chave para que a empresa chegasse aos resultados esperados.

Aos poucos, os líderes perceberam que a parte mais importante para que obtivessem sucesso em seu negócio era investir em pessoas e poder ter profissionais bem preparados capazes de produzir riquezas para a organização e para si. Também, propiciar que o trabalho possa ser um momento no qual a pessoa pertença a algo, mais do que apenas construir uma ideia, fazer parte dela, é possibilitar o desenvolvimento pleno em um âmbito maior.

Dessa forma, não basta mais contratar qualquer pessoa, de qualquer maneira e sem critérios, pois o importante, agora, é ter a pessoa certa no lugar certo. Com isso, outras características pessoais foram consideradas imprescindíveis: ser ético, ser uma pessoa motivada e motivadora no que faz, acreditar na organização e ser comprometida com a empresa e com os seus objetivos pessoais.
 
Sem dúvida, motivação, comprometimento e acreditar sempre na atividade que exerce, passaram a ser pontos importantes e fez com os líderes transformassem a maneira de pensar seus negócios e como e onde gastar seu dinheiro.

O produto que a organização produz é direcionado para pessoas, conseqüentemente, não há como os funcionários fazerem um trabalho de qualidade sem entender a filosofia da empresa, se não conhecer seu produto e, fundamentalmente, se não desejar estar na organização realizando a sua função.

Agregado ao valor do produto, está todo o envolvimento das pessoas da organização com elas próprias, ou seja, o comprometimento com o que de melhor elas oferecem de si para a organização. Estar pronto todos os dias para o trabalho e realizá-lo da melhor maneira possível, dá significado às próprias pessoas e à organização. Assim, um capital humano de qualidade, com pessoas que acreditam no que fazem e que são parte do todo possibilita a organização chegar a grandes conquistas.
 

Conforme o texto de Rick Snyder, inicialmente, é a esperança que faz com que as pessoas possam continuar focadas em uma atividade e permanecerem motivadas para executá-la. Dessa forma, a atividade que a pessoa realiza está muito ligada as potencialidades dela para obter sucesso e o quanto ela investe de energia nesse propósito.

Em razão disso, é que a preocupação das organizações no processo de contratação é o eixo mais discutido e de maior importância atualmente no meio empresarial. O perfil do profissional que tem projetos, está constantemente em busca de novas conquista e acredita no que faz, são características primordiais para que ele e a organização tenham sucesso.

De acordo com o autor, a força motriz das pessoas e para que uma organização tenha sucesso é que eles possam estar motivados e permanentemente comprometidos com os objetivos traçados. Empresas bem administradas e que proporcionam crescimento pessoal e profissional a seus funcionários apresentam grandes índices de esperança. Nas empresas com esse sentimento, todos estão envolvidos e focados em um só objetivo. As pessoas são motivadas por sua essência e disseminam isso com todos os que os cercam.

Assim, um conjunto de sentimentos e atitudes estão presentes nas empresas que alcançam resultados importantes, pois ser comprometido com as metas e objetivos exige uma postura ética que lhe permite alcançar os resultados coletivos e individuais. Dessa maneira, a motivação no trabalho, de uma maneira geral, desencadeia uma série de outros fatores importantes e que fazem diferença no momento no qual a organização busca um diferencial.

Nesse sentido, é importante que os valores e a visão da organização estejam bem claros e possam ser discutidos. São eles que vão guiar os comportamentos e colocar em sintonia a forma de trabalho que a empresa busca, bem como o tipo de profissional que ela exige. De outra forma, as empresas têm pressa em desenvolver trabalhos com mais competência e de maneira objetiva.

A concorrência no mercado externo exige que a organização tenha um capital humano motivado, com os objetivos conectados com os seus e que busquem realização pessoal, dediquem-se aos seus projetos e que gostem do que faz (ALFREDO, 1999). Ao contrário do que as pessoas acreditam, a questão financeira não é mais o ponto importante de realização no trabalho. Esse é um fator importante, claro, mas estar feliz e desenvolver algo que a pessoa tenha conhecimento, domine a atividade, seja valorizado são pontos que hoje pesam mais para a pessoa considere-se satisfeita com o trabalho (ALFREDO, 1999).

Tudo isso motiva, a pessoa vai poder produzir mais e melhor, ter autonomia para ser responsável por suas decisões e ações e daí vem o comprometimento dela por fazer o que gosta. Conseqüentemente, para a empresa chegar aos resultados que deseja, é preciso ser prática e pessoas motivadas focadas para o sucesso de seu trabalho. Também, a liderança de indivíduos motivados por essa autonomia e produz uma sinergia que propicia fazer bem a atividade (COELHO, 2004).

A organização precisa contar com um trabalho gerido com profissionais colocados nas funções corretas e compatíveis com o talento de cada um para que possam exercer suas habilidades de forma plena. Não há como, na gestão do trabalho, a pessoa desenvolver sua atividade de maneira mecânica e impessoal, e acreditar que a organização alcance os resultados. Será que que seus objetivos e metas estão de acordo com a função que exerce? Estão de acordo também com o que a organização tem como objetivo? Será que há pontos em comum que justifiquem a pessoa estar trabalhando na organização? As metas da organização são também a dos seus funcionários? (ROSENBURG, 1999).

Pessoas e organização precisam ter os mesmos objetivos, entender a gestão do trabalho sob o mesmo prisma. Fazer parte da visão estratégica da empresa permite que o profissional constantemente direcione a sua carreira para o mesmo caminho que a empresa está indo. Para isso, também é interessante tornar o trabalho mais dinâmico, com desafios freqüentes onde a capacidade intelectual é um fator motivacional para o sucesso de ambos. Quando a pessoa é envolvida nos processos da organização, cria-se condições para que as melhores ideias surjam (ROSENBURG, 1999).

Com isso, quem ganha é a organização e a maneira com a qual ela executa o trabalho. Estimular que cada pessoa tenha um objetivo a alcançar dentro da organização, que as pessoas possam ter ambição, são fontes de motivação que provoca nelas busca para produzir o melhor resultado na realização do trabalho.

Achar o significado da sua atividade possibilita direcionar a energia e conhecimento para chegar a um resultado eficiente e que vai fazer diferença internamente e colocará a organização em vantagem competitiva no mercado externo (ROSENBURG, 1999).

Portanto, é fundamental que as organizações modernas possam ter um capital humano disposto a acrescentar valor e de crescer paralelamente com ela. A forma como o trabalho é realizado e quão motivados os profissionais estão serão fatores pontuais para que a organização seja competitiva no mercado.

O modelo de gestão que a organização adota faz com que possamos entender qual o tipo de profissional que ela busca. Estar atento às mudanças na forma de fazer negócios, poder agregar valor ao capital humano e ter profissionais envolvidos é essencial para que a gestão do trabalho ocorra com sucesso.

A visão antiga de que uma hierarquia rígida é o que trará um ambiente focado no trabalho está ultrapassada. Neste binômio pessoa-organização é preciso pontos em comuns importantes para que ambos consigam unir objetivos individuais e coletivos.

Referências bibliográficas

ALFREDO, Alexandre. Brilho nos olhos. Você tem? Exame. ed. 696, set. 1999.

COELHO, Tom. Conheça sua base motivacional. Disponível em:. Acesso em: 20 maio 2004.

ROSENBURG, Cynthia. E o pessoal, como fica? Exame. ed. 689, 02 jun 1999.