A intenção é compartilhar alguns textos sobre gestão de pessoas, de projetos e recrutamento e seleção. Também, divulgar o meu trabalho com consultaria de gestão de pessoas e projetos.
GLOBO NEWS
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
A cada aula do MBA me certifico de que o conhecimento é essencial para o desenvolvimento das pessoas e do país. A quantidade de ifnormações que recebemos, a qualidade delas e a sua aplicabilidade é um diferencial para a minha carreira profissional. Ter conhecimento sobre o que está além do que vemos diariamente contribui muito para ampliar a capacidade de ter uma boa produção no trabalho e na vida pessoal. Com os meus estudos me torno completa profissionalmente e pessoalmente.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
A globalização como aliada do profissional do futuro
A globalização chegou, faz tempo, ao mercado de trabalho. Porém, o que isso significa? Ao longe, significa que o profissional deve ter ou desenvolver algumas competências fundamentais para fazer parte dessa Era do Conhecimento. Aqui, não importa a idade, fator esse que assustou boa parte dos profissionais acima dos 35 anos durante muito tempo. O que importa para poder estar inserido no mercado de trabalho é ser igualmente globalizado, assim como o mundo.
Mas, quais são as características então necessárias? Independentemente da idade, como exposto acima, o profissional deve ter vontade de aprender, ter capacidade de comunicação, ser movido por desafios, ter capacidade de adaptação e de relacionar-se com pessoas do mundo todo levando em conta a sua cultura e deixando-se influenciar por ela também.
Não diferente de tudo o que cerca a nossa vida, em ralação à carreira, também há pontos antagônicos que permeiam o mercado de trabalho e sob a qual a nossa sociedade, de certa forma, funciona. Nesse sentido, há a juventude versus experiência, a estabilidade no emprego versus dinamicidade e permanência versus rotatividade. Todavia, no mercado de trabalho global, há a necessidade de se rever conceitos e fazer planejamentos constantes, independentemente da idade. A máxima de que o mercado quer apenas os jovens não reina tão absoluta mais, ou ainda, de que os jovens é quem têm as boas e mais modernas ideias e soluções.
Sem dúvida, a Era do Conhecimento deixou a nova geração em vantagem, pois já desenvolveram-se submersos nas mais variadas formas de tecnologia e possuem uma forma de raciocínio com o qual já está atrelado à expansão dos relacionamentos além fronteiras e têm uma maior afinidade com essa tecnologia. Porém, alguns pontos ainda fazem a diferença como, por exemplo, a mescla do conhecimento com a experiência. Então, se partirmos dessa ideia, os profissionais com mais tempo de empresa, se souberem acompanhar a globalização, podem levar vantagem.
A condição para que isso aconteça está na capacidade do profissional que já tem uma carreira longa saber se movimentar nesse novo ambiente. Um ambiente que exige uma mudança de hábitos, da forma de ver o mundo, de pensar o seu papel na organização, na sociedade e em sua vida particular. De certo, não há lugar para o profissional que executa a mesma função há 10 anos. Aliás, 10 anos é muito tempo e as mudanças ocorrem em espaços temporais muito menores, às vezes, de um ano para o outro.
Portanto, estamos vivendo inseridos em uma mudança que começou há 10 anos, quando a forma de se pensar a vida, o trabalho e as relações sociais sofreram alterações importantes. Nesse meio tempo a tecnologia da computação tomou conta de nossas vidas e hoje não vivemos mais sem ela, o que reflete diretamente na nossa forma de trabalhar e na necessidade de cominá-la também.
Por essa e outras razões, mesmo para os mais jovens, a estabilidade no trabalho e a permanência na mesma função executando-a com os mesmos procedimentos não existe mais. Hoje quem dita a regra é o conhecimento. Aqui, não importa a idade e nem a formação acadêmica, mas, sim, a capacidade da pessoa enxergar as transformações diárias e tirar proveito delas.
Estamos todos afetados pela globalização. Tanto internamente quanto externamente, no lugar onde trabalhamos, há a globalização. O profissional deve ter uma visão global para agir localmente, mas pensar globalmente. Nesse sentido, pontos que devem ser levados em consideração são também a competência e o desempenho do profissional. Para ele executar suas funções com qualidade deve ter um desempenho que esteja ligado a como ele vê o mundo em sua volta (LOBATO, 2009).
Esses pontos influenciam diretamente no desenvolvimento do seu trabalho. O tempo de trabalho é extremamente benéfico e as empresas precisam dessa experiência, mas com profissionais que buscam o desenvolvimento pessoal e profissional constantemente. Existe, então, a necessidade de evoluir permanentemente e, também, de acompanhar o movimento e as transformações do ambiente, bem como desenvolver a capacidade proativa e de participação.
Assim, nada é permanente e exige-se que as pessoas possam perceber que é necessário esse movimento de abertura para o mundo. Como essa antiga estabilidade não existe mais, então as pessoas que faziam parte de uma antiga visão de mundo e de mercado de trabalho precisaram também evoluir. Foi preciso se desapegar da velha cultura paternalista e passar ao passo seguinte de desenvolvimento humano e empresarial. Esse desenvolvimento criou uma nova forma de estar no mercado de trabalho e a necessidade de estar sempre dentro de uma transição que o novo modelo exige.
A mudança de uma cultura de segurança no trabalho para uma que exige determinadas características provocou uma mudança de cenário e de mentalidade dos colaboradores dentro das empresas (SANCHES, s.n.). A partir desse momento foi necessário que as pessoas saíssem da posição passiva para uma posição de colaborador, como sugere a nova forma da empresa se referir ao seu capital humano.
Portanto, a permanência hoje depende do desempenho, da capacidade do profissional de ser ou desenvolver capacidades que são exigidas no mercado de trabalho moderno. Conforme reportagem da edição 145 de julho de 2010 da revista VOCÊ S/A, o mercado hoje é sem fronteiras e exige algumas competências que devem ser desenvolvidas para se ter sucesso.
Entre essas competências citadas na reportagem estão a vontade de aprender, na qual o pessoa está em um processo de aprendizagem contínua e de acordo com as necessidades que aparecem. Há também a competência da capacidade de comunicação, em que é necessário para que se estabeleça as relações profissionais, o que exige ter proficiência em outras línguas. Ainda, há a predisposição da pessoa para conhecer novidades e poder interagir com outras culturas e ambientes. Este fator leva a necessidade de que a pessoa apresente aptidão para desenvolver relacionamentos e vínculos com pessoas de outros países e se deixa receber e influenciar pela cultura deles.
Também, nesse contexto, de freqüentes mudanças, a capacidade de adaptação a situações novas e inusitadas é competência importante nesse mesmo sentido, pois deve estar preparado para para o desconhecido.
Portanto, chegamos em um momento de que é preciso variar, experimentar coisas novas e propor soluções com a visão no futuro. A experiência no trabalho sugere que as pessoas queiram permanentemente descobrir o novo e adaptar-se rapidamente ao que acontece no dia a dia. Não há espaço para o profissional que inicia sua carreira em uma empresa e pretende aposentar-se nela o que para ele e para a empresa isso não é produtivo e não agrega valor a ambos.
Assim, somos um cidadão do mundo e tudo nos afeta e temos que estar preparados para responder a ele e ao que com ele se apresenta. O desenvolvimento de pessoas com a cabeça globalizada é passo fundamental não apenas para conquistas pessoais, mas, também, para o desenvolvimento de um país.
Não há outra alternativa além de que as pessoas possam se tornar profissionais dispostos a conhecer o mundo que os cerca e deixarem-se também ser por ele conhecidos. Ainda que a globalização tenha aberto fronteiras, a motivação individual para aproveitar esse momento deve estar presente nos profissionais da Era do Conhecimento. O conhecimento guardado não tem funcionalidade alguma, porque a mudança de pensamento e da forma que se vê o trabalho deve ser compartilhado para que acrescente valor.
Portanto, ao profissional dos nossos tempos só resta a capacidade de perceber o mundo e estar constantemente atento ao que o mercado sinaliza, mas sem perder a condição de ser um cidadão que precisa das pessoas para poder constantemente evoluir.
Referências bibliográficas
LOBATO, David Menezes. Estratégia de Empresas. 9 Ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2009. 208 p. - (Gestão Empresarial (FGV Management)).
REVISTA VOCÊ S/A. EDIÇÃO 145. JULHO DE 2010. EDITORA ABRIL.
SANCHES, Cristina. Quanto vale sua experiência? [S.l.: s.n.].
Motivação e esperança, pressupostos para o sucesso organizacional
Hoje em dia, mesmo com todo o avanço tecnológico, não há como desconsiderar que o ser humano tem questões inerentes presentes na forma como ele lida com a vontade de ter sucesso na carreira e na vida pessoal. A partir das transformações sociais, as organizações também passaram a ver o seu capital humano de maneira diferente. Se antes ele era mais uma máquina dentro do sistema, com o passar do tempo, as pessoas tornaram-se a peça-chave para que a empresa chegasse aos resultados esperados.
Aos poucos, os líderes perceberam que a parte mais importante para que obtivessem sucesso em seu negócio era investir em pessoas e poder ter profissionais bem preparados capazes de produzir riquezas para a organização e para si. Também, propiciar que o trabalho possa ser um momento no qual a pessoa pertença a algo, mais do que apenas construir uma ideia, fazer parte dela, é possibilitar o desenvolvimento pleno em um âmbito maior.
Dessa forma, não basta mais contratar qualquer pessoa, de qualquer maneira e sem critérios, pois o importante, agora, é ter a pessoa certa no lugar certo. Com isso, outras características pessoais foram consideradas imprescindíveis: ser ético, ser uma pessoa motivada e motivadora no que faz, acreditar na organização e ser comprometida com a empresa e com os seus objetivos pessoais.
Sem dúvida, motivação, comprometimento e acreditar sempre na atividade que exerce, passaram a ser pontos importantes e fez com os líderes transformassem a maneira de pensar seus negócios e como e onde gastar seu dinheiro.
O produto que a organização produz é direcionado para pessoas, conseqüentemente, não há como os funcionários fazerem um trabalho de qualidade sem entender a filosofia da empresa, se não conhecer seu produto e, fundamentalmente, se não desejar estar na organização realizando a sua função.
Agregado ao valor do produto, está todo o envolvimento das pessoas da organização com elas próprias, ou seja, o comprometimento com o que de melhor elas oferecem de si para a organização. Estar pronto todos os dias para o trabalho e realizá-lo da melhor maneira possível, dá significado às próprias pessoas e à organização. Assim, um capital humano de qualidade, com pessoas que acreditam no que fazem e que são parte do todo possibilita a organização chegar a grandes conquistas.
Conforme o texto de Rick Snyder, inicialmente, é a esperança que faz com que as pessoas possam continuar focadas em uma atividade e permanecerem motivadas para executá-la. Dessa forma, a atividade que a pessoa realiza está muito ligada as potencialidades dela para obter sucesso e o quanto ela investe de energia nesse propósito.
Em razão disso, é que a preocupação das organizações no processo de contratação é o eixo mais discutido e de maior importância atualmente no meio empresarial. O perfil do profissional que tem projetos, está constantemente em busca de novas conquista e acredita no que faz, são características primordiais para que ele e a organização tenham sucesso.
De acordo com o autor, a força motriz das pessoas e para que uma organização tenha sucesso é que eles possam estar motivados e permanentemente comprometidos com os objetivos traçados. Empresas bem administradas e que proporcionam crescimento pessoal e profissional a seus funcionários apresentam grandes índices de esperança. Nas empresas com esse sentimento, todos estão envolvidos e focados em um só objetivo. As pessoas são motivadas por sua essência e disseminam isso com todos os que os cercam.
Assim, um conjunto de sentimentos e atitudes estão presentes nas empresas que alcançam resultados importantes, pois ser comprometido com as metas e objetivos exige uma postura ética que lhe permite alcançar os resultados coletivos e individuais. Dessa maneira, a motivação no trabalho, de uma maneira geral, desencadeia uma série de outros fatores importantes e que fazem diferença no momento no qual a organização busca um diferencial.
Nesse sentido, é importante que os valores e a visão da organização estejam bem claros e possam ser discutidos. São eles que vão guiar os comportamentos e colocar em sintonia a forma de trabalho que a empresa busca, bem como o tipo de profissional que ela exige. De outra forma, as empresas têm pressa em desenvolver trabalhos com mais competência e de maneira objetiva.
A concorrência no mercado externo exige que a organização tenha um capital humano motivado, com os objetivos conectados com os seus e que busquem realização pessoal, dediquem-se aos seus projetos e que gostem do que faz (ALFREDO, 1999). Ao contrário do que as pessoas acreditam, a questão financeira não é mais o ponto importante de realização no trabalho. Esse é um fator importante, claro, mas estar feliz e desenvolver algo que a pessoa tenha conhecimento, domine a atividade, seja valorizado são pontos que hoje pesam mais para a pessoa considere-se satisfeita com o trabalho (ALFREDO, 1999).
Tudo isso motiva, a pessoa vai poder produzir mais e melhor, ter autonomia para ser responsável por suas decisões e ações e daí vem o comprometimento dela por fazer o que gosta. Conseqüentemente, para a empresa chegar aos resultados que deseja, é preciso ser prática e pessoas motivadas focadas para o sucesso de seu trabalho. Também, a liderança de indivíduos motivados por essa autonomia e produz uma sinergia que propicia fazer bem a atividade (COELHO, 2004).
A organização precisa contar com um trabalho gerido com profissionais colocados nas funções corretas e compatíveis com o talento de cada um para que possam exercer suas habilidades de forma plena. Não há como, na gestão do trabalho, a pessoa desenvolver sua atividade de maneira mecânica e impessoal, e acreditar que a organização alcance os resultados. Será que que seus objetivos e metas estão de acordo com a função que exerce? Estão de acordo também com o que a organização tem como objetivo? Será que há pontos em comum que justifiquem a pessoa estar trabalhando na organização? As metas da organização são também a dos seus funcionários? (ROSENBURG, 1999).
Pessoas e organização precisam ter os mesmos objetivos, entender a gestão do trabalho sob o mesmo prisma. Fazer parte da visão estratégica da empresa permite que o profissional constantemente direcione a sua carreira para o mesmo caminho que a empresa está indo. Para isso, também é interessante tornar o trabalho mais dinâmico, com desafios freqüentes onde a capacidade intelectual é um fator motivacional para o sucesso de ambos. Quando a pessoa é envolvida nos processos da organização, cria-se condições para que as melhores ideias surjam (ROSENBURG, 1999).
Com isso, quem ganha é a organização e a maneira com a qual ela executa o trabalho. Estimular que cada pessoa tenha um objetivo a alcançar dentro da organização, que as pessoas possam ter ambição, são fontes de motivação que provoca nelas busca para produzir o melhor resultado na realização do trabalho.
Achar o significado da sua atividade possibilita direcionar a energia e conhecimento para chegar a um resultado eficiente e que vai fazer diferença internamente e colocará a organização em vantagem competitiva no mercado externo (ROSENBURG, 1999).
Portanto, é fundamental que as organizações modernas possam ter um capital humano disposto a acrescentar valor e de crescer paralelamente com ela. A forma como o trabalho é realizado e quão motivados os profissionais estão serão fatores pontuais para que a organização seja competitiva no mercado.
O modelo de gestão que a organização adota faz com que possamos entender qual o tipo de profissional que ela busca. Estar atento às mudanças na forma de fazer negócios, poder agregar valor ao capital humano e ter profissionais envolvidos é essencial para que a gestão do trabalho ocorra com sucesso.
A visão antiga de que uma hierarquia rígida é o que trará um ambiente focado no trabalho está ultrapassada. Neste binômio pessoa-organização é preciso pontos em comuns importantes para que ambos consigam unir objetivos individuais e coletivos.
Referências bibliográficas
ALFREDO, Alexandre. Brilho nos olhos. Você tem? Exame. ed. 696, set. 1999.
COELHO, Tom. Conheça sua base motivacional. Disponível em:. Acesso em: 20 maio 2004.
ROSENBURG, Cynthia. E o pessoal, como fica? Exame. ed. 689, 02 jun 1999.
segunda-feira, 15 de março de 2010
As características e os desafios do profissional diante da sociedade do conhecimento
A forma do homem perceber o mundo que o cerca sofreu transformações importantes. Agrega-se a essa percepção, a possibilidade de se comunicar e de aprender, os quais são processos fundamentais que acompanham a humanidade desde seu surgimento.
Passados milhares de anos e muitas conquistas por este mesmo Homem, encontramos alguns desafios que remontam à pré-história e que são questões que nos inquietam até hoje, entre as quais, podemos citar: o saber e a capacidade de comunicação entre as pessoas.
Essas duas questões sofreram ao longo dos anos as mais variáveis transformações e, ainda hoje, com o advento da tecnologia discute-se as suas formas, sua eficiência e o contexto sociocultural do qual fazemos parte. É um assunto atual que impulsiona e promove alterações na maneira das pessoas pertencerem ao mundo moderno. Então, há, neste momento, esta transição que o Homem precisa se adaptar como outro passo para a sua permanente evolução.
A partir de então, surgiram questões e exigências de adaptação à nova realidade. O que encontramos hoje no meio organizacional é, em algum grau, a resposta do Homem a esta transformação.
Todavia, algumas questões ainda estão presentes: como as pessoas devem responder às crescentes mudanças sociais e culturais que o mundo moderno exige, bem como ao desenvolvimento da tecnologia para a comunicação e informação no tocante a aprendizagem e ao acesso a informação? Todo este processo impulsionado pela globalização inaugura uma era chamada de sociedade do conhecimento ou da informação. Quais as características dessa sociedade? Quais os efeitos da globalização? Quais os desafios enfrentados pelos trabalhadores neste novo contexto?
Participante ativo deste momento de evolução tecnológica, a sociedade do conhecimento coloca o ser humano frente a uma nova etapa de seu desenvolvimento. Em um constante processo de adaptação e acomodação, as exigências dessa sociedade fez com que o homem buscasse alternativas para enfrentar este momento e uma nova realidade foi criada. Dessa forma, fez-se necessário que ele estivesse atento a estas transformações e algumas características importantes são encontradas atualmente, entre elas:
-a disseminação do conhecimento exige que as pessoas tenham uma visão geral de tudo o que os cerca, por exemplo, deve-se ter noções de economia, de RH, de finanças, de negócios, entre outras áreas que podem influenciar direta ou indiretamente nas empresas (SCISTOWSKI, 2008);
-a tecnologia acarreta em mudanças culturais, afeta interesses, valores e a rotina nas empresas, e exige que as pessoas possam se adaptar rapidamente a elas com um aperfeiçoamento contínuo sob o risco de perderem seus empregos (MONTEIRO, s/d);
-a tecnologia possibilitou que negócios sejam realizados por teleconferências, por trocas de email que, além de diminuir o custo para todos, amplia a área de atuação dos negócios da empresa (COLEN, 2007);
-o atual mercado de trabalho exige algumas competências pessoais que visam a adaptação ao novo para que alternativas sejam criadas frente as dificuldades. Dentre as características pessoais podemos citar: ter conhecimento do negócio; ser flexível para lidar com as mudanças rápido; sensibilidade ás diferenças individuais apresentadas no grupo; saber lidar com incertezas e estar sempre disposta a um aprendizado contínuo (PESTANA, 2003);
-a tecnologia da informação é considerada uma vantagem competitiva para as empresas e os profissionais devem estar atentos a isso (ALECRIM, 2005);
-com a dependência entre os países de primeiro e terceiro mundo, pois um depende dos serviços e da matéria-prima do outro, a necessidade da rapidez na comunicação fez surgir a evolução em como a informação é transmitida para estar atualizado com notícias que podem definir o futuro dos negócios da organização (COLEN, 2007);
-pela rapidez das informações, o mundo dos negócios é influenciado diretamente como, por exemplo, a bolsa de valores em que uma notícia referente à economia nos EUA instantaneamente é sabida no mundo todo e altera as negociações das ações das empresas, o que faz com que pessoas ganhem ou percam dinheiro em questão de segundos;
-há novas áreas de atuação e a tecnologia é uma ferramenta utilizada para estreitar distâncias e facilitar o desenvolvimento de ideias (TEGON, s/d);
-outras formas de relacionamento foram criadas e utilizadas para o networking, para a ampliação da capacidade de exposição do currículo profissional e o oferecimento de serviços que são as redes sociais, bem como empresas já fazem uma pré-seleção de candidatos por meio de redes sociais como o LinkedIn;
-a expansão de cursos de Educação a Distância como forma de alcançar o maior número de pessoas e facilitar o acesso à educação;
-a possibilidade de ter um negócio virtual é uma realidade e várias empresas oferecem serviços com escritórios virtuais, onde todo o processo é realizado nesta esfera, inclusive a exposição do produto com o qual a empresa trabalha;
-as relações humanas no trabalho são modificas em empresas que adotam o conceito da equipe virtual, na qual o relacionamento e o trabalho entre os profissionais é todo virtual, abrangendo pessoas de diferentes Estados e cidades sem perder o foco nos objetivos e estar praticamente livre de picuinhas do ambiente de trabalho convencional (MONTEIRO, s/d).
Essas são algumas das características que são visíveis e que alteraram significativamente o modo como o mercado de trabalho hoje é vislumbrado pelos profissionais. Existe uma corrida pelo novo, uma necessidade de antecipação ao que vai acontecer sob pena de entrar para o grupo dos que não pertencem a este novo mundo. O acesso à Internet banda larga e a comunicação entre computadores, por exemplo, proporcionou mudanças na vida das pessoas na maneira delas trabalharem, em seus estudos, na forma de comunicação e na diversão (REVISTA EXAME, EDIÇÃO 963, N°4, 10/03/2010).
Como em toda mudança, surgem desafios paralelos ao novo contexto que podem dificultar ou interromper este processo se as pessoas não estiverem atentas a este movimento. Em um primeiro momento, a preocupação com a existência do trabalho convencional é colocada à prova. Haverá no futuro o trabalho como o conhecemos, bem como as funções que existiam até então? Foi a primeira questão apontada pela sociedade e pelas pessoas inseridas no mercado de trabalho. Sem dúvida, algumas profissões sumiram e outras foram adaptadas à realidade que emergiu.
Com as mudanças das funções realizadas por alguns profissionais dentro das empresas, foi fundamental que houvesse a preocupação e o interesse destes em aprimorar os estudos, ampliar os conhecimentos diversificando-os, a fim de que não houvesse demissões por se tornarem obsoletos à empresa sendo aproveitados em outros setores (SCITOWSKI, 2008).
Também, uma crescente desconfiança e incerteza acerca do que estava por vir deu início ao planejamento de estratégias de enfrentamento deste período. Alguns desses desafios puderam ser vistos nos empregos formais que perderam espaço para a ampliação das possibilidades de agregar capital humano, como os trabalhadores autônomos, a terceirização dos serviços e as atividades ligadas ao setor informal da economia. As empresas tiveram que investir em sua mão-de-obra para qualificá-la e suprir a carência de profissionais para acompanhar o crescimento e evolução da sua área de atuação (SCITOWSKI, 2008).
Nesta mesma linha, diante das possibilidades de atuação e da exigência do mercado, o estudo contínuo e atualização por parte dos profissionais se fez necessária e urgente (VIANNA, s/d). Então, o mercado passou a exigir determinadas características pessoais do profissional colocando-o em um contínuo processo de mudança (PESTANA, 2003). Ainda hoje existe uma defasagem quanto ao que o mercado oferece em oportunidades e serviços e o que os profissionais conseguem de fato acompanhar para se manterem atualizados, como exige o mundo globalizado (LOUREIRO, s.n).
As empresas viram a possibilidade de diminuição de custos, de tempo e da burocracia para fechar negócios, modificar a forma de trabalho, a capacidade de realizar o treinamento de seus funcionários, ainda que em filiais em várias cidades, facilitados de maneira vertiginosa (FELIPINI, s/d). Dessa maneira, o acesso à internet banda larga tornou-se um instrumento fundamental para o desenvolvimento de qualquer país. Estudos do Banco Mundial em 2009, apontam que a riqueza per capita de países desenvolvidos aumenta 1,21%, e em 1,38% em países em desenvolvimento quando há a inclusão de dez assinantes de banda larga para 100 habitantes (REVISTA EXAME, EDIÇÃO 963, N°4, 10/03/2010).
A circulação da informação criou condição para que as empresas possam ter mais certeza e segurança quanto a tomada de decisões. Toda essa gama de conhecimento disponível possibilita um ambiente no qual a inovação e o empreendedorismo são qualidades diferenciais do profissional na perspectiva de crescimento no mercado de trabalho (LOUREIRO, s.n).
Dessa maneira, a globalização criou um outro panorama nos limites entre os países em relação a interação, a dependência e as exigências do mercado de trabalho (COLEN, 2007). Foi necessário que o trabalhador se adequasse à nova realidade para que seu emprego não fosse sacrificado. Ainda, para superar esse obstáculo, foi exigido que velhos hábitos fossem abandonados e que o profissional se tornasse um agente de transformação criativo, pró-ativo, entre outras características. Dessa forma, mudou também a atividade humana na empresa, onde foi necessário transformar a forma de trabalhar deixando a delimitação específica da função para o dinamismo e a criatividade em prol da organização (TEGON, a, s/d).
Como um exemplo a isso são os cortadores de cana do interior do Estado de São Paulo. Conforme reportagem exibida no canal Globo News no telejornal Em cima da Hora, no dia 03/03/2010, os cortadores de cana começaram a fazer cursos técnicos para trabalhar com as máquinas utilizadas para a colheita da cana, porque as queimadas, método utilizado até hoje, deverão ser suspensas até o ano de 2017 com o objetivo de diminuir a emissão de CO² que ocorre quando este processo é realizado. Ou seja, os cortadores de cana perderão seus empregos se as empresas em que trabalham não se adaptarem às exigências ambientais e com isso é inevitável que estas pessoas sejam preparadas para esta mudança em sua atividade o que influenciará até em sua vida pessoal. Esta modificação foi vista como positiva pelos cortadores de cana que relatam terem aumentado sua capacidade de atuação no mercado de trabalho, além de uma abertura na forma deles verem e participarem da sociedade do conhecimento.
O exemplo acima citado mostra que toda esta evolução obrigou que os dirigentes das organizações dirigissem o seu olhar para o capital humano com o objetivo de avaliar se os profissionais que fazem parte do seu negócio estão capacitados para os novos desafios e para as exigências do mercado (TEGON, b, s/d).
De acordo com Adriana Beal citada por Do Carmo (s/d), “ o principal benefício que a tecnologia da informação traz para as organizações é a sua capacidade de melhorar a qualidade e a disponibilidade de informações e conhecimentos importantes para a empresa, seus clientes e fornecedores. Os sistemas de informação mais modernos oferecem às empresas oportunidades sem precedentes para a melhoria dos processos internos e dos serviços prestados ao consumidor final”.
Um ponto importante que o advento da tecnologia trouxe foi a de deixar de ver a empresa como processo burocrático e de controle, para direcionar sua atenção para as pessoas (TEGON, a, s/d). Neste ponto o RH tem participação importante, pois é a área integradora e participante direta deste processo de mudanças dando um novo olhar à organização.
De acordo com Tegon (a, s/d), os profissionais de Gestão de Pessoas são agentes de permanente transformação e possibilitam que a organização ingresse e incorpore a cultura da informação.
Não há como fugir desta mudança e se a organização deseja chegar ao sucesso do seu negócio terá que investir em conhecimento, o que lhe possibilitará realizar as transformações necessárias para esse processo (TEGON b, s/d). Também, a utilização da tecnologia facilita os processos organizacionais, mas cabe ressaltar que esta facilidade não deve ficar apenas nas questões de softwares de folha de pagamento, entre outros, mas principalmente no auxílio na comunicação interna entre os funcionários, com os clientes e fornecedores, bem como na redução dos custos do negócio que agregam valor á empresa (DO CARMO, s/d).
Cada vez mais a internet é usada para ampliar os negócios, realizar o marketing, e ampliar a rede de relacionamento, o que representa uma importante vantagem competitiva para a empresa (CORRÊA, s/d). Outra facilidade que a internet trouxe foi em relação ao treinamento dos funcionários realizados pela empresa. Criou-se o e-learning, muito utilizado em organizações que têm filiais em outras cidades e estados. É o conhecimento que cruza barreiras de forma rápida, eficiente e de baixo custo, pois alcança um grande número de pessoas que não precisam se deslocar de sua cidade para receberem o treinamento. Além disto, o e-learning possibilita que os funcionários possam estudar o material em qualquer lugar a partir do tempo disponível de cada um por meio de seus computadores pessoais (FELIPINI, s/d).
Também, uma forma adotada pelas empresas para enfrentar este desafio é de atrair, reter e desenvolver talentos com a construção de políticas neste sentido. Somado a isso, as empresas devem transforma-se em grande pólo de educação, como instrumento multiplicador e construtor dos valores da organização, além da prática de aprendizado contínuo que é encontrado na Educação Corporativa, por exemplo (VIANNA, s/d). Aliado a essas práticas cabe ressaltar a importância de um planejamento para que a organização possa traçar seus objetivos e estratégias para enfrentar um período de crise (VIANNA, s/d).
Sendo assim, traçou-se um perfil para que os profissionais tenham lugar nessa realidade. Para a obtenção dos resultados e pertencer ao mundo da tecnologia, os profissionais devem estar comprometidos e disponíveis para a aprendizagem e o aperfeiçoamento permanentes em uma perspectiva pessoal e em relação ao ambiente de trabalho. Superar obstáculos e transpor as barreiras culturais possibilitam que a organização alcance seus objetivos. Ou seja, o profissional deve ser um empreendedor dentro da organização promovendo uma transformação, concebendo, desenvolvendo e concretizando novas ideias (S.l.:s.n).
Portanto, as mudanças que a tecnologia trouxe já fazem parte do nosso dia-a-dia, seja no trabalho, em casa ou nos momentos de lazer. Não há como fechar os olhos para algo que a nossa rotina já está concretamente dependente. Possivelmente existam pessoas que tentam se colocar á margem desta necessidade criada pelo próprio homem, para o próprio homem, mas elas correm o risco de não serem mais notadas pelo mercado de trabalho.
Se inicialmente a tecnologia foi vista como a suposta causadora do distanciamento entre as pessoas, hoje não há como negar que se for bem direcionada só traz benefícios e vantagens neste processo de comunicação e acumulo do conhecimento. A necessidade da informação quase que instantânea abriu um imenso leque de oportunidades para as pessoas que buscam a qualidade no seu serviço e o imediatismo no retorno de seus anseios, mesmo que não exclusivos da vida laboral.
O fato de não podermos abrir mão da tecnologia em nossas vidas, criou, inquestionavelmente, uma dependência da sua utilização como forma de que os profissionais possam sobreviver na selva da informação. Quanto mais novidades chegam ao consumidor, mais se cria uma utilização para ela, como se o mundo não funcionasse até a existência destes aparatos tecnológicos. Não se questiona mais a possibilidade de dispensar algo que pode não agregar tanto valor a nós. É a orgia tecnológica.
Penso que o surgimento do dessa tecnologia, veio para facilitar a realização de nossas tarefas. Já não estávamos dando conta de digitar um monte de papelada na máquina de escrever, porém, se um erro fosse cometido todo o trabalho poderia correr o risco de ser inutilizado. Isso é fato. Mas como lidar a possibilidade de perder o emprego para essa tecnologia que foi inventada com o objetivo de melhorar a qualidade de vida no trabalho?
Será que a globalização era uma necessidade da qual não tínhamos como fugir? Vivemos até 10 anos atrás no tempo das cavernas? É a sensação que dá. A ideia que toda essa tecnologia quer transmitir é que o mundo não existia antes dela e que agora ou vocês a aceita, ou em pouco tempo será consumido por ela. Entretanto, tudo isso deixou o ser humano vulnerável, com medo de perder o meio de sua subsistência e daquilo que lhe dá valor e pelo qual é reconhecido no meio em que vive: o trabalho.
Talvez os trabalhadores do nosso país não tenham sentido tanto os efeitos desta reprodução em massa da tecnologia, pois as novidades custam a chegar aqui, mesmo na era da globalização da informação. Por certo, somos ainda muito conservadores quanto a dispensar de forma radical o trabalho da força humana, mas como se vê em alguns países desenvolvidos, esse momento pode estar próximo.
Enfim, é fundamental que andemos junto e fiquemos atentos com o que ocorre no mundo. São muitos os desafios que surgem e para o qual os profissionais modernos devem estar prontos a enfrentar. Todavia, penso que seja importante não esquecermos de que desde o início, quando ainda andávamos em quatro patas e nos comunicávamos por gestos e susurros, o grande anseio do Homem foi o de conseguir sobreviver às mudanças e de buscar sempre a interação com os outros seres humanos.
ALECRIM, Emerson. O que é tecnologia da informação – TI. Disponível em:
COLEN, Carlos. Tecnologia da Informação e sua importância no mundo globalizado. Disponível em:
CORRÊA, Ana Cláudia. Estudos de casos: o processo de incorporação da internet nas estratégias de negócios das empresas. Disponível em:
DO CARMO, Romeu Mendes. Gestão da tecnologia da informação. Disponível em:
FELIPINI, Dalton. E-learning: o ensino do novo milênio. Disponível em:
EMPREENDEDORISMO: a base da sociedade do conhecimento. [S.l.: s.n].
LOUREIRO, Roberto de Oliveira. Tecnologia muda o trabalhador. [S.l.: s.n.]
MONTEIRO, Lúcia Guimarães. Equipes virtuais. Disponível em:
PESTANA, Maria Cláudia et al. Desafios da sociedade do conhecimento e gestão de pessoas em sistemas de informação. Ciência da Informação. Brasília, v.32, n.2, maio/ago. 2003.
TEGON, Cezar Antônio. Gestão de pessoas na era da informação. (a) Disponível em:
__________________. Pessoas como fator competitivo. (b) Disponível em:
REVISTA EXAME. Edição 963. N° 4. 10/03/2010. ANO 44. Editora Abril.
SCISTOWSKI, Luiz. O mercado de trabalho e os profisisonais do terceiro milênio. Disponível em:
VIANNA, Marco Aurélio Ferreira. A revolução do invisível. Disponível em:
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
A Educação Corporativa como instrumento que agrega valor às organizações
As empresas modernas, que têm como objetivo a excelência nos serviços que oferecem, estão atentas para a importância de investir e implementar, como prática comum, o desenvolvimento permanente do conhecimento no ambiente interno e externo da organização.
Não se pode ignorar o fato de que não há mais espaço para a centralização e aprisionamento da informação e do conhecimento no âmbito organizacional. Uma organização que valoriza seus funcionários possibilita a eles oportunidades de aperfeiçoamento técnico e pessoal e, alimenta, a longo prazo, a sua área de atuação trazendo para si clientes importantes que agreguem valor a ela.
Então, é fundamental a constante atualização e o compartilhamento do conhecimento, o giro de informações e a capacidade dos gestores de liderar quando sua equipe tem acesso às informações simultaneamente (NANTES, 2006). Há de se considerar, paralelamente, que as pessoas levam com elas no seu trabalho na organização experiências adquiridas, ideias que proporcionaram aprendizado a partir de erros e acertos passados, bem como o contato diário com os colegas e a troca de saberes (TEIXEIRA FILHO, 2006).
Dessa maneira, entendo que, uma organização é constituída a partir do seu corpo de funcionários, clientes, sócios e fornecedores (capital intelectual), além do conhecimento adquirido e compartilhado para chegar ao resultado (competências essenciais) somado a sua capacidade de mudança. Portanto, esta combinação de fatores produz benefícios diretos para a organização, pois, atenta ao movimento do mercado, da economia nacional e mundial e da importância do seu produto na vida das pessoas, há atualmente a necessidade de investir nela mesma.
Como exemplo de avanço à realidade da produção do conhecimento, há a educação corporativa, que, por meio de um sistema de aprendizagem direcionado aos indivíduos que trabalham na organização, busca orientar o conhecimento à utilização prática na organização (VERBETE). Seja na descoberta de talentos, ou na conquista de clientes, a ferramenta que deve estar presente é a educação (MANCIOLA, 2006).
É essa ferramenta que irá enriquecer e proporcionar que a organização seja detentora de capital intelectual capaz de produzir mudanças e de direcioná-la ao desenvolvimento. De certo, o sucesso da organização depende de uma educação permanente para gerar pessoas comprometidas e com condições de entender a realidade para construir e modificá-la frequentemente (MANCIOLA, 2006).
Neste sentido, as empresas buscam a eficiência do seu produto e que sejam as primeiras na construção de uma ideia. Para isso, a importância da organização pode ser mensurada a partir de seu capital intelectual e de quão orientada para essa direção ela está. Alcançar resultados e ser competitiva produz valor à organização, para os clientes, investidores e funcionários (EBOLI, s.n.).
O alto nível do capital intelectual de uma organização possibilita a ela ingressar na modernidade com pessoas capazes de refletir criticamente sobre a realidade organizacional e levá-la ao desenvolvimento com sucesso, a partir da educação permanente. Ainda, organizações que investem na educação corporativa, constroem um ambiente propício para a descoberta de talentos humanos à estratégia empresarias (EBOLI, s.n.).
Todo esse investimento visa oferecer aos funcionários condições de desenvolverem suas aptidões e de despertar neles a capacidade de fazer transformações para benefício da própria organização. A estratégia adotada para que cresça o valor de mercado da organização depende do seu capital intelectual e do investimento e oportunidades que lhe é dado para que o trabalho apareça. É a partir dos resultados produzidos pelo capital intelectual, por meio do conhecimento, que uma organização poderá se renovar e adpartar-se à realidade que se impõem (SOUZA, 1999).
Sendo assim, com esta visão moderna e focada em seus objetivos a organização está capacitada a se desenvolver de maneira ordenada e organizada, voltada para o seu bem maior que são as pessoas que a constituem e que produzem suas riquezas.
Referências Bibliográficas
EBOLI, Marisa. Educação corporativa como vantagem competitiva. (S.l.:s.n.).
MANCIOLA, Carolina. Educação corporativa: desenvolvendo competências num mundo em transformação. Disponível em:
NANTES, Christina. A importância do conhecimento. Disponível em:
SOUZA, César. Você é (mesmo) genial? Exame, 28 de julho, 1999. p. 82-3.
VERBETE DA FGV http://ead2.fgv.br/ls5/centro_rec/pag/comentarios/educacao_formal_edu_corporativa.htm
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
É possível fabricar um líder?
Em anúncios de oferta de trabalho nos sites criados para que as pessoas possam se colocar no mercado, há um perfil padrão do profissional que é exigido. Ele deve ser capaz de encontrar o caminho do sucesso com habilidades para negociar, administrar, falar fluentemente um ou mais idiomas, ter reconhecida e vasta experiência profissional, ter permanente foco nos objetivos da empresa e quantos cursos possam ser feitos pelo candidato, entre outros requisitos.
Entretanto, há poucas referências sobre a possibilidade de que essas pessoas possam desenvolver seu trabalho com autonomia, tenham condições de estabelecer trocas com seus superiores e não apenas cumprir metas e obedecer a ordens. Sim, executar uma tarefa ou bater carimbo, como nos referimos a um emprego que nos automatiza, deixa-nos limitados para pensar e agir.
Quem são as empresas e o que realmente desejam do seu quadro pessoal? Querem apenas resultados ou querem produzir conhecimento e multiplicar riquezas? Riquezas aqui refiro a tudo o que um emprego que nos dá satisfação e nos possibilita interagir positivamente com as pessoas possa nos proporcionar.
E os nosso chefes? Chefes? Podem ser chamados assim. Geralmente não gostamos deles. Afinal: “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Para muitas empresas essa frase é o slogan, o que a define. Quem são eles? Não os conhecemos o suficiente para emitir uma resposta clara e sincera. Claro, sem as bajulações ou o tapinha nas costas para parecer íntimo ou se sentir seguro.
A empresa tem um líder? Líder? Como assim! O que é isso? Que ser é esse? As empresas modernas e que valorizam as pessoas para que os resultados possam ser uma conseqüência, e não o fim. Elas têm uma pessoa, diferente do chefe, que pode ter sucesso na arte de negociar, de administrar, ele até fala fluentemente um ou mais idiomas, tem reconhecida e vasta experiência profissional, tem foco nos objetivos da empresa, experiência no exterior e vários cursos que o qualificam para receber o nome de líder. Mas, mais do que os requisitos técnicos, ele é capaz de estabelecer relações humanas construtivas positivamente com as pessoas, transformar o ambiente organizacional em uma fábrica de sonhos, de projetos e desperta o interesse das pessoas não só pelo trabalho, mas pelos outros seres também humanos com que todos convivem dentro da empresa. É uma retroalimentação.
Dessa maneira, há um importante e freqüente questionamento a respeito dos líderes que fazem parte das empresas, bem como quais as características que esse líder deve ter hoje e para o futuro. Sendo assim, considero que algumas características devem estar presentes nesta pessoa para que ele possa alcançar o sucesso que almeja com a sua equipe de trabalho. São elas:
- saber reconhecer seus limites e ter consciência de que não trabalha sozinho, mas que há um grupo de pessoas capazes de construir ideias e que ele não tem todas as respostas para as questões do grupo;
- ter a capacidade de empatia, ou seja, colocar-se no lugar do outro e poder avaliar de forma mais pessoal os fatos que ocorrem no dia-a-dia de sua equipe;
- ter bom humor, seriedade misturado com alegria transforma qualquer trabalho em foco nas ações;
- ter uma boa comunicação com a equipe, o líder moderno deve ter a habilidade de transformar informação em conhecimento, hábito que se dá através da disseminação e compartilhamento diário;
- o líder é um agente de mudanças, ele é capaz de conquistar as pessoas para que todos desejem fazer parte de uma nova causa, transmitindo confiança em suas atuações;
- incentivar, motivar e desenvolver as qualidades pessoais dos membros de sua equipe;
- deve levar a todos a pensarem e agirem conforme a missão, a visão e os valores da empresa;
- propõe constantes desafios à sua equipe, incentiva a criação pessoal e respeita as ideias de cada um para que todos possam agregar valor ao trabalho, bem como considera e respeita as diferenças pessoais, tanto a experiência profissional, quanto as de personalidade;
- capacidade de ouvir, ser interessado pelo o que as pessoas têm a dizer e como elas dizem, valorizar a equipe e proporcionar a inclusão aceitando e reconhecendo que todos existem e são importantes no processo de trabalho;
- descentralizar a decisão final, e sim, levar a uma construção em grupo para que todos se sintam parte daquela idéia;
- estar sempre focado e determinado a alcançar os objetivos e conseguir transmitir isso para a equipe;
- fazer feedbacks para obter uma avaliação do seu trabalho, bem como avaliar a equipe e o que pode ser melhorado na execução das tarefas;
- ter compromisso, lealdade e respeito pelas pessoas que trabalham com ele o possibilita conseguir estabelecer uma comunicação efetiva com a equipe e alcançar os objetivos comuns a todos;
- ser um líder integrador utilizando do que a equipe produz para guiar o trabalho e dar significado a ele;
- saber reconhecer outros líderes e não se sentir ameaçado por eles;
- considerar que a equipe é o conjunto das pessoas que a constitui, não particularizar relações, e ver o grupo como um ser constituído a partir de diferenças e igualdades entre as pessoas;
- ter espírito de equipe, reconhecer os valores individuais, mas sempre relacionando-os ao grupo;
- deve ter uma habilidade social grande, ou seja, ter a capacidade de construir, saber fomentar a solidariedade, a amizade, a afetividade e o respeito são fundamentos importantes de humanização dos ambientes de trabalho;
- respeitar a diversidade de, sexo, cor, etnia, fatores culturais etc;
- ser coerente entre as atitudes que tem e o que deseja da equipe;
- possibilitar que o trabalho tenha um significado importante na vida das pessoas;
- saber envolver e inspirar as pessoas com os objetivos e as missões do projeto profissional abraçado pelo time de trabalho, encorajando-os a seguir em frente.
Nesse sentido, penso que um desafio do líder é o de querer centralizar e gerenciar todos os papéis correspondentes ao parceiro empresarial. É importante que o líder tenha o conhecimento desses papéis e o desempenhe, mas, também, que ele possa compartilhar essas funções com outros profissionais que contribuam com uma visão diferente e que agregarão seus pensamentos na construção estratégica a ser seguida.
Então, poder contar com outras pessoas nesse processo possibilitará ao líder pensar na empresa de maneira descentralizada, pois dá valor ao conhecimento e à experiência das pessoas da equipe, o que possibilita uma ação objetiva quanto à demanda existente.
Entretanto, na ideia de um líder com boa capacidade de comunicação e que sabe ouvir, o trabalho em grupo poderá ampliar o seu papel de parceiro empresarial com a possibilidade de traçar estratégias importantes para a empresa a partir da visão de todos os parceiros que atuam com ele.
A descentralização da ação estratégica da empresa, permite ao líder agir com segurança em suas decisões tendo como pressupostos o trabalho dos demais parceiros que com ele construíram a ação. Essa é uma forma de agregar uma identidade à empresa, onde todos são realmente partícipes da missão, dos valores e da sua visão.
No mesmo sentido, atrelado aos desafios e soluções e nas características deste líder, há o produto final que alimenta a empresa e que é a estratégia desenvolvida para que todo esse mecanismo funcione. Em um primeiro momento, para que ocorra êxito na estratégia na liderança de equipes, é fundamental que as ações possam ocorrer com transparência, ética e ter a participação da equipe na construção e no desenvolvimento das mesmas.
O líder deve valorizar a sua equipe tornando-a comprometida e envolvida com o trabalho. Fazer com que todos façam parte do pensar e do agir cria um ambiente de trabalho satisfatório, pois a partir de um relacionamento verdadeiro que valoriza as pessoas e que existe descontração e um foco nas ações, há um caminho aberto para que a equipe possa produzir com interesse e empenho as suas atividades.
Acredito que não exista uma estratégia pensada ou arquitetada, ainda que chegue ao sucesso. O fator humano ainda é primordial e o mais importante. A relação que se estabelece entre as pessoas – líder e liderados – de forma natural e casual é que vai ser a razão pela qual as pessoas irão dar o que há de melhor nelas para a empresa, pela razão pela qual a empresa existe. Não será algo automático, sem vida.
Não há como se pensar estrategicamente se não reconhecermos, antes de tudo, que trabalhamos com pessoas que tem desejos próprios e que quaisquer resultados dependerão delas.
Por isso, penso que o perfil e o caráter do líder são tão importantes e decisivos no sucesso da implementação de qualquer objetivo da empresa. O líder pode, em meio aos problemas, conseguir solucioná-los se conseguiu estabelecer com o grupo empatia, respeito mútuo, paciência para ter a capacidade de ouvir e analisar a situação. Não há no ambiente organizacional de sucesso espaço para jogos de ego, concorrência desleal e egoísmo se as pessoas não conseguem em escutar umas as outras.
Considero que uma estratégia de sucesso não está no número de livros que lemos sobre o assunto, nem em quantos cursos de aperfeiçoamento na área fazemos. É algo que já está presente, ou não, nas pessoas. É a maneira como elas vêem e sentem não apenas as relações e as pessoas no trabalho, mas como elas as vêem no seu cotidiano, na vida. É o senhor que encontra um dos pescadores e lança uma pergunta desafiadora para ele. As questões tão comuns no meio organizacional e que introduziram esta análise são colocadas mais uma vez em discussão: É possível fabricar um líder? Que tipo de líder realmente queremos? Queremos realmente descobrir um líder ou fabricá-lo à nossa maneira? É necessário ter um líder definido para se obter sucesso no trabalho em equipe?
Portanto, a estratégia de uma organização não decola se não houver o entendimento de que uma empresa sem pessoas é apenas um amontoado de tijolo e cimento que busca incessantemente por mãos realmente humanas.
Entretanto, há poucas referências sobre a possibilidade de que essas pessoas possam desenvolver seu trabalho com autonomia, tenham condições de estabelecer trocas com seus superiores e não apenas cumprir metas e obedecer a ordens. Sim, executar uma tarefa ou bater carimbo, como nos referimos a um emprego que nos automatiza, deixa-nos limitados para pensar e agir.
Quem são as empresas e o que realmente desejam do seu quadro pessoal? Querem apenas resultados ou querem produzir conhecimento e multiplicar riquezas? Riquezas aqui refiro a tudo o que um emprego que nos dá satisfação e nos possibilita interagir positivamente com as pessoas possa nos proporcionar.
E os nosso chefes? Chefes? Podem ser chamados assim. Geralmente não gostamos deles. Afinal: “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. Para muitas empresas essa frase é o slogan, o que a define. Quem são eles? Não os conhecemos o suficiente para emitir uma resposta clara e sincera. Claro, sem as bajulações ou o tapinha nas costas para parecer íntimo ou se sentir seguro.
A empresa tem um líder? Líder? Como assim! O que é isso? Que ser é esse? As empresas modernas e que valorizam as pessoas para que os resultados possam ser uma conseqüência, e não o fim. Elas têm uma pessoa, diferente do chefe, que pode ter sucesso na arte de negociar, de administrar, ele até fala fluentemente um ou mais idiomas, tem reconhecida e vasta experiência profissional, tem foco nos objetivos da empresa, experiência no exterior e vários cursos que o qualificam para receber o nome de líder. Mas, mais do que os requisitos técnicos, ele é capaz de estabelecer relações humanas construtivas positivamente com as pessoas, transformar o ambiente organizacional em uma fábrica de sonhos, de projetos e desperta o interesse das pessoas não só pelo trabalho, mas pelos outros seres também humanos com que todos convivem dentro da empresa. É uma retroalimentação.
Dessa maneira, há um importante e freqüente questionamento a respeito dos líderes que fazem parte das empresas, bem como quais as características que esse líder deve ter hoje e para o futuro. Sendo assim, considero que algumas características devem estar presentes nesta pessoa para que ele possa alcançar o sucesso que almeja com a sua equipe de trabalho. São elas:
- saber reconhecer seus limites e ter consciência de que não trabalha sozinho, mas que há um grupo de pessoas capazes de construir ideias e que ele não tem todas as respostas para as questões do grupo;
- ter a capacidade de empatia, ou seja, colocar-se no lugar do outro e poder avaliar de forma mais pessoal os fatos que ocorrem no dia-a-dia de sua equipe;
- ter bom humor, seriedade misturado com alegria transforma qualquer trabalho em foco nas ações;
- ter uma boa comunicação com a equipe, o líder moderno deve ter a habilidade de transformar informação em conhecimento, hábito que se dá através da disseminação e compartilhamento diário;
- o líder é um agente de mudanças, ele é capaz de conquistar as pessoas para que todos desejem fazer parte de uma nova causa, transmitindo confiança em suas atuações;
- incentivar, motivar e desenvolver as qualidades pessoais dos membros de sua equipe;
- deve levar a todos a pensarem e agirem conforme a missão, a visão e os valores da empresa;
- propõe constantes desafios à sua equipe, incentiva a criação pessoal e respeita as ideias de cada um para que todos possam agregar valor ao trabalho, bem como considera e respeita as diferenças pessoais, tanto a experiência profissional, quanto as de personalidade;
- capacidade de ouvir, ser interessado pelo o que as pessoas têm a dizer e como elas dizem, valorizar a equipe e proporcionar a inclusão aceitando e reconhecendo que todos existem e são importantes no processo de trabalho;
- descentralizar a decisão final, e sim, levar a uma construção em grupo para que todos se sintam parte daquela idéia;
- estar sempre focado e determinado a alcançar os objetivos e conseguir transmitir isso para a equipe;
- fazer feedbacks para obter uma avaliação do seu trabalho, bem como avaliar a equipe e o que pode ser melhorado na execução das tarefas;
- ter compromisso, lealdade e respeito pelas pessoas que trabalham com ele o possibilita conseguir estabelecer uma comunicação efetiva com a equipe e alcançar os objetivos comuns a todos;
- ser um líder integrador utilizando do que a equipe produz para guiar o trabalho e dar significado a ele;
- saber reconhecer outros líderes e não se sentir ameaçado por eles;
- considerar que a equipe é o conjunto das pessoas que a constitui, não particularizar relações, e ver o grupo como um ser constituído a partir de diferenças e igualdades entre as pessoas;
- ter espírito de equipe, reconhecer os valores individuais, mas sempre relacionando-os ao grupo;
- deve ter uma habilidade social grande, ou seja, ter a capacidade de construir, saber fomentar a solidariedade, a amizade, a afetividade e o respeito são fundamentos importantes de humanização dos ambientes de trabalho;
- respeitar a diversidade de, sexo, cor, etnia, fatores culturais etc;
- ser coerente entre as atitudes que tem e o que deseja da equipe;
- possibilitar que o trabalho tenha um significado importante na vida das pessoas;
- saber envolver e inspirar as pessoas com os objetivos e as missões do projeto profissional abraçado pelo time de trabalho, encorajando-os a seguir em frente.
Nesse sentido, penso que um desafio do líder é o de querer centralizar e gerenciar todos os papéis correspondentes ao parceiro empresarial. É importante que o líder tenha o conhecimento desses papéis e o desempenhe, mas, também, que ele possa compartilhar essas funções com outros profissionais que contribuam com uma visão diferente e que agregarão seus pensamentos na construção estratégica a ser seguida.
Então, poder contar com outras pessoas nesse processo possibilitará ao líder pensar na empresa de maneira descentralizada, pois dá valor ao conhecimento e à experiência das pessoas da equipe, o que possibilita uma ação objetiva quanto à demanda existente.
Entretanto, na ideia de um líder com boa capacidade de comunicação e que sabe ouvir, o trabalho em grupo poderá ampliar o seu papel de parceiro empresarial com a possibilidade de traçar estratégias importantes para a empresa a partir da visão de todos os parceiros que atuam com ele.
A descentralização da ação estratégica da empresa, permite ao líder agir com segurança em suas decisões tendo como pressupostos o trabalho dos demais parceiros que com ele construíram a ação. Essa é uma forma de agregar uma identidade à empresa, onde todos são realmente partícipes da missão, dos valores e da sua visão.
No mesmo sentido, atrelado aos desafios e soluções e nas características deste líder, há o produto final que alimenta a empresa e que é a estratégia desenvolvida para que todo esse mecanismo funcione. Em um primeiro momento, para que ocorra êxito na estratégia na liderança de equipes, é fundamental que as ações possam ocorrer com transparência, ética e ter a participação da equipe na construção e no desenvolvimento das mesmas.
O líder deve valorizar a sua equipe tornando-a comprometida e envolvida com o trabalho. Fazer com que todos façam parte do pensar e do agir cria um ambiente de trabalho satisfatório, pois a partir de um relacionamento verdadeiro que valoriza as pessoas e que existe descontração e um foco nas ações, há um caminho aberto para que a equipe possa produzir com interesse e empenho as suas atividades.
Acredito que não exista uma estratégia pensada ou arquitetada, ainda que chegue ao sucesso. O fator humano ainda é primordial e o mais importante. A relação que se estabelece entre as pessoas – líder e liderados – de forma natural e casual é que vai ser a razão pela qual as pessoas irão dar o que há de melhor nelas para a empresa, pela razão pela qual a empresa existe. Não será algo automático, sem vida.
Não há como se pensar estrategicamente se não reconhecermos, antes de tudo, que trabalhamos com pessoas que tem desejos próprios e que quaisquer resultados dependerão delas.
Por isso, penso que o perfil e o caráter do líder são tão importantes e decisivos no sucesso da implementação de qualquer objetivo da empresa. O líder pode, em meio aos problemas, conseguir solucioná-los se conseguiu estabelecer com o grupo empatia, respeito mútuo, paciência para ter a capacidade de ouvir e analisar a situação. Não há no ambiente organizacional de sucesso espaço para jogos de ego, concorrência desleal e egoísmo se as pessoas não conseguem em escutar umas as outras.
Considero que uma estratégia de sucesso não está no número de livros que lemos sobre o assunto, nem em quantos cursos de aperfeiçoamento na área fazemos. É algo que já está presente, ou não, nas pessoas. É a maneira como elas vêem e sentem não apenas as relações e as pessoas no trabalho, mas como elas as vêem no seu cotidiano, na vida. É o senhor que encontra um dos pescadores e lança uma pergunta desafiadora para ele. As questões tão comuns no meio organizacional e que introduziram esta análise são colocadas mais uma vez em discussão: É possível fabricar um líder? Que tipo de líder realmente queremos? Queremos realmente descobrir um líder ou fabricá-lo à nossa maneira? É necessário ter um líder definido para se obter sucesso no trabalho em equipe?
Portanto, a estratégia de uma organização não decola se não houver o entendimento de que uma empresa sem pessoas é apenas um amontoado de tijolo e cimento que busca incessantemente por mãos realmente humanas.
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