Hoje em dia, mesmo com todo o avanço tecnológico, não há como desconsiderar que o ser humano tem questões inerentes presentes na forma como ele lida com a vontade de ter sucesso na carreira e na vida pessoal. A partir das transformações sociais, as organizações também passaram a ver o seu capital humano de maneira diferente. Se antes ele era mais uma máquina dentro do sistema, com o passar do tempo, as pessoas tornaram-se a peça-chave para que a empresa chegasse aos resultados esperados.
Aos poucos, os líderes perceberam que a parte mais importante para que obtivessem sucesso em seu negócio era investir em pessoas e poder ter profissionais bem preparados capazes de produzir riquezas para a organização e para si. Também, propiciar que o trabalho possa ser um momento no qual a pessoa pertença a algo, mais do que apenas construir uma ideia, fazer parte dela, é possibilitar o desenvolvimento pleno em um âmbito maior.
Dessa forma, não basta mais contratar qualquer pessoa, de qualquer maneira e sem critérios, pois o importante, agora, é ter a pessoa certa no lugar certo. Com isso, outras características pessoais foram consideradas imprescindíveis: ser ético, ser uma pessoa motivada e motivadora no que faz, acreditar na organização e ser comprometida com a empresa e com os seus objetivos pessoais.
Sem dúvida, motivação, comprometimento e acreditar sempre na atividade que exerce, passaram a ser pontos importantes e fez com os líderes transformassem a maneira de pensar seus negócios e como e onde gastar seu dinheiro.
O produto que a organização produz é direcionado para pessoas, conseqüentemente, não há como os funcionários fazerem um trabalho de qualidade sem entender a filosofia da empresa, se não conhecer seu produto e, fundamentalmente, se não desejar estar na organização realizando a sua função.
Agregado ao valor do produto, está todo o envolvimento das pessoas da organização com elas próprias, ou seja, o comprometimento com o que de melhor elas oferecem de si para a organização. Estar pronto todos os dias para o trabalho e realizá-lo da melhor maneira possível, dá significado às próprias pessoas e à organização. Assim, um capital humano de qualidade, com pessoas que acreditam no que fazem e que são parte do todo possibilita a organização chegar a grandes conquistas.
Conforme o texto de Rick Snyder, inicialmente, é a esperança que faz com que as pessoas possam continuar focadas em uma atividade e permanecerem motivadas para executá-la. Dessa forma, a atividade que a pessoa realiza está muito ligada as potencialidades dela para obter sucesso e o quanto ela investe de energia nesse propósito.
Em razão disso, é que a preocupação das organizações no processo de contratação é o eixo mais discutido e de maior importância atualmente no meio empresarial. O perfil do profissional que tem projetos, está constantemente em busca de novas conquista e acredita no que faz, são características primordiais para que ele e a organização tenham sucesso.
De acordo com o autor, a força motriz das pessoas e para que uma organização tenha sucesso é que eles possam estar motivados e permanentemente comprometidos com os objetivos traçados. Empresas bem administradas e que proporcionam crescimento pessoal e profissional a seus funcionários apresentam grandes índices de esperança. Nas empresas com esse sentimento, todos estão envolvidos e focados em um só objetivo. As pessoas são motivadas por sua essência e disseminam isso com todos os que os cercam.
Assim, um conjunto de sentimentos e atitudes estão presentes nas empresas que alcançam resultados importantes, pois ser comprometido com as metas e objetivos exige uma postura ética que lhe permite alcançar os resultados coletivos e individuais. Dessa maneira, a motivação no trabalho, de uma maneira geral, desencadeia uma série de outros fatores importantes e que fazem diferença no momento no qual a organização busca um diferencial.
Nesse sentido, é importante que os valores e a visão da organização estejam bem claros e possam ser discutidos. São eles que vão guiar os comportamentos e colocar em sintonia a forma de trabalho que a empresa busca, bem como o tipo de profissional que ela exige. De outra forma, as empresas têm pressa em desenvolver trabalhos com mais competência e de maneira objetiva.
A concorrência no mercado externo exige que a organização tenha um capital humano motivado, com os objetivos conectados com os seus e que busquem realização pessoal, dediquem-se aos seus projetos e que gostem do que faz (ALFREDO, 1999). Ao contrário do que as pessoas acreditam, a questão financeira não é mais o ponto importante de realização no trabalho. Esse é um fator importante, claro, mas estar feliz e desenvolver algo que a pessoa tenha conhecimento, domine a atividade, seja valorizado são pontos que hoje pesam mais para a pessoa considere-se satisfeita com o trabalho (ALFREDO, 1999).
Tudo isso motiva, a pessoa vai poder produzir mais e melhor, ter autonomia para ser responsável por suas decisões e ações e daí vem o comprometimento dela por fazer o que gosta. Conseqüentemente, para a empresa chegar aos resultados que deseja, é preciso ser prática e pessoas motivadas focadas para o sucesso de seu trabalho. Também, a liderança de indivíduos motivados por essa autonomia e produz uma sinergia que propicia fazer bem a atividade (COELHO, 2004).
A organização precisa contar com um trabalho gerido com profissionais colocados nas funções corretas e compatíveis com o talento de cada um para que possam exercer suas habilidades de forma plena. Não há como, na gestão do trabalho, a pessoa desenvolver sua atividade de maneira mecânica e impessoal, e acreditar que a organização alcance os resultados. Será que que seus objetivos e metas estão de acordo com a função que exerce? Estão de acordo também com o que a organização tem como objetivo? Será que há pontos em comum que justifiquem a pessoa estar trabalhando na organização? As metas da organização são também a dos seus funcionários? (ROSENBURG, 1999).
Pessoas e organização precisam ter os mesmos objetivos, entender a gestão do trabalho sob o mesmo prisma. Fazer parte da visão estratégica da empresa permite que o profissional constantemente direcione a sua carreira para o mesmo caminho que a empresa está indo. Para isso, também é interessante tornar o trabalho mais dinâmico, com desafios freqüentes onde a capacidade intelectual é um fator motivacional para o sucesso de ambos. Quando a pessoa é envolvida nos processos da organização, cria-se condições para que as melhores ideias surjam (ROSENBURG, 1999).
Com isso, quem ganha é a organização e a maneira com a qual ela executa o trabalho. Estimular que cada pessoa tenha um objetivo a alcançar dentro da organização, que as pessoas possam ter ambição, são fontes de motivação que provoca nelas busca para produzir o melhor resultado na realização do trabalho.
Achar o significado da sua atividade possibilita direcionar a energia e conhecimento para chegar a um resultado eficiente e que vai fazer diferença internamente e colocará a organização em vantagem competitiva no mercado externo (ROSENBURG, 1999).
Portanto, é fundamental que as organizações modernas possam ter um capital humano disposto a acrescentar valor e de crescer paralelamente com ela. A forma como o trabalho é realizado e quão motivados os profissionais estão serão fatores pontuais para que a organização seja competitiva no mercado.
O modelo de gestão que a organização adota faz com que possamos entender qual o tipo de profissional que ela busca. Estar atento às mudanças na forma de fazer negócios, poder agregar valor ao capital humano e ter profissionais envolvidos é essencial para que a gestão do trabalho ocorra com sucesso.
A visão antiga de que uma hierarquia rígida é o que trará um ambiente focado no trabalho está ultrapassada. Neste binômio pessoa-organização é preciso pontos em comuns importantes para que ambos consigam unir objetivos individuais e coletivos.
Referências bibliográficas
ALFREDO, Alexandre. Brilho nos olhos. Você tem? Exame. ed. 696, set. 1999.
COELHO, Tom. Conheça sua base motivacional. Disponível em:. Acesso em: 20 maio 2004.
ROSENBURG, Cynthia. E o pessoal, como fica? Exame. ed. 689, 02 jun 1999.
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